domingo, 11 de abril de 2010

Arez

Resquícios da presença holandesa no RN

LITORAL SUL

Grupo de turistas que visitou a histórica cidade de Arez.

A histórica cidade de Arez está localizada na beira da lagoa de Guaraíras, distante 70 km de Natal. Na cidade, a Igreja São João Batista de Guaraíras chama logo a atenção dos visitantes. Essa é uma igreja jesuíta, considerada uma das mais antigas do Brasil. A construção levou 17 anos de mão de obra indígena e escrava para ser concluída.

O centro da cidade de Arez ainda guarda um atmosfera interiorana e completamente despreparada para receber o turista de aventura ou o visitante que busca pela história potiguar. A reportagem procurou o museu da cidade em pleno domingo e foi informado que estava fechado, contrariando a regra de abrir aos finais de semana.

Uma peça bélica holandesa chamou a atenção de quem visita a praça em frente a igreja. O Canhão do Fortim da Ilha do Flamengo é uma peça de artilharia pesada usada pelos holandeses nos anos de 1647 a 1652 em batalhas contra os portugueses. É o grande vestígio da presença holandesa na região.

O Fortim foi tomado pelos portugueses quando derrotou os holandeses e o canhão foi abandonado na Ilha do Flamengo, local das batalhas. Alguém viu a importância do canhão e o trouxe para ser preservado. O canhão está em exposição na Praça Leônidas de Paula, no centro da cidade.

O visitante ainda pode conferir o famoso cemitério de Arez para conhecer sua fachada, em estilo rococó, construída em 1882 pelo Frei Herculano, um missionário capuchinho, e tombada em 1962 pelo Instituto Histórico Nacional. Não há outro modelo em todo o Nordeste do Brasil

Dentro da Igreja de São João Batista das Guaraíras há ainda imagens dos Reis Magos, datadas do século XVII, tombadas em 1962, também pelo Instituto Histórico Nacional. As Peças são policromadas, entalhadas em madeiras e pertencentes à Igreja Matriz de Arez. As imagens estão postas no altar lateral esquerdo.

As origens de Arez
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Pracinha típica do interior, com coreto e ornamentada com carnaúbas.

O povoado na beira da lagoa começou quando um grupo de índios, chefiados pelo valente cacique Jacumahuma, resolveu deixar o aldeamento de Papary por causa das desavenças ocorridas, e foi a procura de novas terras. Chegando às margens da Lagoa de Guaraíras, o grupo indígena se estabeleceu e daí surgiu a primeira comunidade da futura vila de Arez.

Para alguns historiadores, o nome Arez foi dado por um português que em época desconhecida habitou aquela região, batizando-a assim em homenagem a uma vila do Alentejo, em Portugal. Também acham que os índios ao se desligarem da tribo em que viviam em Papary se estabeleceram às margens do rio Jacu, próximo ao local, hoje, denominado Estivas.

Em 1659, chagavam os padres jesuítas e deram início a catequese junto aos índios da localidade. Logo depois, os jesuítas fundaram a Missão de São João Batista de Guaraíras e construíram a igreja e o convento, ainda hoje existentes. Porém em 1758, os jesuítas foram expulsos da comunidade. Foi nesse ano que a comunidade recebeu o título de vila com o nome de Vila Nova de Arez.
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As belezas de Arez
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Fachada do cemitério de Arez, em estilo rococó, construída em 1882.

Canhão da artilharia holandesa deixado no Fortim de Arez.

Pracinha com coreto e carnaúbas. Ao fundo a Igreja João Batista de Guaraíras

ILha do Flamengo, no meio da Lagoa Guaraíras.

Igreja João Batista de Guaraíras, igreja jesuíta considerada uma das mais antigas do Brasil.

6 comentários:

nisia floresta por luis carlos freire disse...

PREZADO AMIGO, GOSTARIA QUE VOCÊ ME FORNECESSE, SE POSSÍVEL, AS FONTES PRIMÁRIAS OU SECUNDÁRIAS DAS INFORMAÇÕES REFENTES A PAPARY, NUM DOS TERCHOS DE DESSE BLOG, COMO COLEI, EM ANEXO.
MUITO OBRIGADO.
LUIS CARLOS FREIRE
9106.9248
Pracinha típica do interior, com coreto e ornamentada com carnaúbas.


O povoado na beira da lagoa começou quando um grupo de índios, chefiados pelo valente cacique Jacumahuma, resolveu deixar o aldeamento de Papary por causa das desavenças ocorridas, e foi a procura de novas terras. Chegando às margens da Lagoa de Guaraíras, o grupo indígena se estabeleceu e daí surgiu a primeira comunidade da futura vila de Arez.

Para alguns historiadores, o nome Arez foi dado por um português que em época desconhecida habitou aquela região, batizando-a assim em homenagem a uma vila do Alentejo, em Portugal. Também acham que os índios ao se desligarem da tribo em que viviam em Papary se estabeleceram às margens do rio Jacu, próximo ao local, hoje, denominado Estivas.

Em 1659, chagavam os padres jesuítas e deram início a catequese junto aos índios da localidade. Logo depois, os jesuítas fundaram a Missão de São João Batista de Guaraíras e construíram a igreja e o convento, ainda hoje existentes. Porém em 1758, os jesuítas foram expulsos da comunidade. Foi nesse ano que a comunidade recebeu o título de vila com o nome de Vila Nova de Arez.

Anônimo disse...

Adorei,simplesmente adorei...morei em Arez por Anos e agora distante essa matéria me fez lembrar tantas coisas...quanta Saudade.

Obrigada por me proporcionar
isso!

Quênia Silva

Marluce Aires disse...

Alex,você é ótomo ,amei esta bela esplanação que você faz da minha querida cidade,tão antiga,tão bela,e tão pouco desenvolvida.Mas,estamos ainda aguardando alguem corajoso,inteligente,e que a ame,para ir em frente em busca de aproveitar as nossas belezes e riquezas naturais que são tantas,e os governantes até hoje não souberam aproveitar.Parabéns,e obrigado. Tinha que ser sua seguidora,um blog desse,é nota dez.

Marluce Aires disse...

Mais uma vez meus sinceros elogios para esse cara inteligente e fotógrafo nota dez...

Marluce Aires disse...

Esse blog merece um prêmio...Que lindo.

Anônimo disse...

Realmente nossa cidade é bela pena que sua história não é divulgada como deveria.